Crítica – Falando Sobre Rogue One: Uma História Star Wars

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No começo de Star Wars: Uma Nova Esperança, nós já ficamos sabendo sobre o que acontece quando a Aliança Rebelde consegue os planos da Estrela da Morte. Rogue One: Uma História Star Wars explica direito o que aconteceu de verdade. Não sendo uma prequel, ficou mais como uma prólogo do Episódio IV.

O primeiro ato do filme tem seu peso e sua medida. São apresentados os protagonistas, as suas funções são estabelecidas e a ação vai se desenrolando. No próximo ato, o longa embala de uma forma que lembra o ritmo apresentado nos primeiros filmes da saga. Neste ato alguns dos personagens que ficarão marcados na saga, como o sarcástico androide K-2SO, o extremista rebelde Saw Gerrera e o guerreiro cego Chirrut Îmwe. 

Até o final, o longa vai mostrando da melhor maneira possível o heroísmo e a entrega daqueles que ficaram marcados como heróis, aqueles que conhecem e acreditam na mitologia dos Jedis e no uso da Força, mas que só dispõem de suas habilidades como guerreiros para lutar. Claro que o final é o momento em que o filme atinge o seu ápice, que mostra o porquê vale tanto a pena assistir o filme nos cinemas, é aonde mostra que o o verdadeiro significado de Guerra nas Estrelas. 

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Star Wars sempre abordou o embate entre Império e Aliança, o lado da Aliança era retratado como algo bom e puro, sem que nenhum peso fosse dado às suas ações. Neste novo longa, algumas atitudes terríveis que a Aliança Rebelde precisou tomar para conseguir ter alguma vantagem em seu objetivo de derrotar o Império saem das entrelinhas e ficam mais óbvias. No Episódio IV, por exemplo, a destruição da Estrela da Morte e o genocídio de milhares de soldados que estavam dentro dela parece não ter peso algum. Agora, os heróis parecem ter consciência que têm sangue de inocentes nas mãos.

O filme também aborda as vertentes dentro do grupo de rebeldes, algumas mais radicais que as outras, e indivíduos que preferem explorar abordagens diferentes para o mesmo problema. Nem todos pensam iguais, mas concordam igualmente por causa do inimigo que tem em comum. Desse modo, os heróis da história ganham mais facetas e se tornam mais interessantes.

Personagens

Como dito anteriormente, o longa nos apresenta diversos personagens interessantes.

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Saw Gerrera (Forest Whitaker), é um dos exemplos deles. O personagem tem características físicas e emocionais de alguém que foi profundamente afetado pelo inimigo e está pronto para buscar a vingança a qualquer custo.

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Jyn Erso (Felicity Jones) e Cassian Endor (Diego Luna) são os protagonistas, com carisma e discursos revigorantes capazes de elevar o filme. Mas ambos infelizmente parecem não ser tão bem desenvolvidos.

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Outros membros da equipe acabam roubando a cena. Como a amizade de Chirrut Îmwe (Donnie Yen) e Baze Malbus (Wen Jiang), que é deliciosa de uma maneira que parece que os dois estão juntos há vários anos.

Chirrut que aliás é um dos melhores personagens apresentados, com um senso de humor (faz uma das melhores piadas do filme) e habilidades marciais incríveis. Ele também nos apresenta de melhor maneira uma abordagem diferente da Força da qual estamos acostumados. A trama mostra os vários níveis da crença, que é capaz de influenciar de diferentes maneiras e com isso motivar, ou não, alguém em sua jornada.

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K-2SO (Alan Tudyk) também é um show à parte. Com uma sinceridade fora do comum, o androide não hesita em falar a verdade, mesmo nos momentos mais sensíveis e impróprios e não se importa em não obedecer os comandos que são dados.

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Orson Krennic (Ben Mendelsohn), é ardiloso e ameaçador com conversas e grandes aspirações, mas Krennic não é (particularmente) memorável como um vilão de Star Wars, especialmente porque no longa há novas cenas de Darth Vader e Moff Tarkin. A pesar de não ser longas as participações, ambos os personagens tem papéis convincentes no filme.

Os ataques do Império são mais brutais nesse filme. A destruição é vista muito mais de perto do que já foi retratada, fazendo nos sentir em campo de batalha.

  • Fanservice

Em muitas cenas, é possível ver detalhes escondidos que fazem referência a outros longas da franquia, como “bebidas” de coloração incomum, brinquedos de crianças, citações ou mesmo personagens conhecidos.

Essas homenagens, desde um conhecido sabre de luz vermelho indo pra cima dos rebeldes seguido de uma surpreendente aparição, estão ali para fazer os fãs de longa data sorrirem em meio às tragédias.

  • Trilha Sonora

Michael Giacchino faz um excelente trabalho trazendo, mesmo que remodeladas, as músicas incríveis feitas por John Williams. Detalhe que acrescenta muito à história e em determinados momentos na trama, provocando a nossa nostalgia e a importância desse universo para cada um de nós.

  • Direção

Gareth Edwards acertou em cheio no tom do filme, principalmente no último ato. As refilmagens não parecem em nenhum momento fora de lugar, é possível notar que algo foi modificado por alguns detalhes mostrados nos trailer, que aliás se for comparar, muita coisa foi deixada de fora na versão final.

Rogue One: Uma História Star Wars por ser um spin-off, o longa se torna diferente dos outros filmes da franquia. Este é um verdadeiro filme de guerra, com perdas, batalhas no solo (parecendo o jogo Battlefront) e também “nas estrelas”, derrotas e conflitos morais. É mais maduro e focado em um público mais adulto. Mas ainda consegue trazer ideias novas para a franquia e se arrisca em diversos momentos sem esquecer suas origens. 

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Em breve faremos um vídeo explorando os pontos positivos e negativos do filme. 

Por: Pedro Furtado 

Nota do editor: Eu ri, chorei e pulei de emoção no cinema.