Falando sobre Kong: A Ilha da Caveira

O lendário Kong retorna em uma versão diferente de seu velho e conhecido clássico. Ao contrário da versão de Peter Jackson,“Kong: Skull Island” evita o velho para fazer o novo, e dar uma vitalidade para a franquia.

O filme é ambientado em 1973, quando William Randa (John Goodman) informa o governo que eles detectaram uma ilha antes desconhecida e precisam investigá-la antes que os soviéticos saibam o que há no local.

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William recruta uma equipe que inclui um ex-oficial britânico especialista em rastreamento chamado James Conrad (Tom Hiddleston) e a fotógrafa anti-guerra Mason Weaver (Brie Larson), para ajudar a sua equipe liderada por Houston Brooks (Corey Hawkins), no mapeamento da ilha.

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William também pede uma escolta militar, o governo recruta o tenente coronel Preston Packard (Samuel L. Jackson) e sua equipe para acompanhar a missão. Packard está tentando encontrar seu lugar no mundo, já que ele e sua equipe de combate estão lidando com o recente fim da Guerra do Vietnã. Seus homens estão ansiosos para ir para casa e retomar suas vidas, mas Packard os leva para outra missão e a incerteza de um futuro aumentam.

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Ao chegar à ilha misteriosa e começar a missão de pesquisa usando cargas sísmicas, a equipe atrai a atenção de Kong, que não fica satisfeito com a intrusão no seu lar. Kong usa todos métodos a seu dispor para defender o seu território e deixa a equipe dispersada sobre a perigosa ilha. Aqueles que sobrevivem ao encontro logo percebem que Kong não é o único perigo na ilha e devem encontrar uma maneira de se reunir e tentar sair do lugar com vida, onde há perigos e ação em cada lugar.

Logo um grupo é apresentado a Marlow (John C. Reilly), um piloto que foi parar na ilha durante a Segunda Guerra Mundial há mais de 20 anos e adverte de perigos muito maiores do que Kong que estão à frente da equipe. O personagem serve não só como alívio cômico, mas também como um elemento narrativo que apresenta a mitologia da ilha ao público.

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Com bastante diversão, um visual de encher os olhos (fotografia de Larry Fong de Batman v Superman), uma série de elementos pop ( incluindo referencia a Apocalipse Now), Kong: A Ilha da Caveira se apresenta como uma obra que faz jus ao legado de seu protagonista.

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A trilha sonora é um espetáculo a parte, trazendo faixas que foram sucessos no anos 70, que vão de Creedence Clearwater Revival a Black Sabbath incluindo David Bowie.

Certificar-se de ficar após os créditos (aquele finalzão mesmo, uns dois minutos depois do filme acabar), a cena é muito boa e é a apresentação do Monsterverso que vem aí.

Vale ressaltar o trabalho do diretor Jordan Vogt-Roberts, um nome que ainda vamos escutar muito. 

O filme pode ser um pouco intenso para os espectadores mais jovens, mas se você está procurando um toque de nostalgia e ação, você encontra no filme apenas o que você precisa.

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