Falando sobre Venom

Quando um filme estreia nos cinemas, muita gente vai atrás do que a crítica diz sobre ele, comigo não foi diferente, antes de assistir ao filme e antes de escrever essa resenha, eu dei uma olhada e os resultados não eram muitos positivos e desanimadores, mas mesmo assim fui ao cinema, estava curioso para ver como Venom se sustentaria sem o Homem-Aranha e saí do cinema surpreendido. 

Desde quando foi anunciado que o filme do Venom, fará parte de um universo que não tem o Homem-Aranha, fiquei pensando “em como o filme iria funcionar”. Então anunciaram Tom Hardy (como o protagonista Eddie Brock) e que Venom seria um anti-herói, como o Deadpool. O filme foge da sua versão dos quadrinhos e entrega algo mais original.

O filme que mostra Eddie Brock, um jornalista de sucesso que acaba tendo a missão de entrevistar Carlton Drake (Riz Ahmed), bilionário fundador da Fundação Vida, empresa do ramo farmacêutico e de exploração espacial que esconde vários segredos. Eddie Brock tenta expor o entrevistado e acaba se dando mal, perdendo o emprego e a esposa. No decorrer do longa, uma pessoa dentro da Fundação Vida, consegue colocar Eddie dentro da empresa, fazendo com que o jornalista acabe tendo contato com o simbionte do Venom e ser possuído. 

O longa dirigido por Ruben Fleischer (Zumbilândia) tem uma edição muito corrida e enrolada, o começo do filme é lento, depois do primeiro ato o filme fica corrido e não para mais, tendo muita ação e mostrando a relação entre Eddie e o Venom como algo perturbador para o corpo hospedeiro.  

O longa vendido nos trailers, como um filme próximo do gênero terror, entrega uma “comédia de ação” e com poucas cenas que causam arrepios ao público.  Talvez esse filme funcionaria mais com o Homem-Aranha, mas vamos tentar esquecer o personagem que nem Venom fez. As cenas de ação são pesadas, na medida que a classificação (12 anos no Brasil) permite, talvez como um longa +18 funcionaria melhor, inclusive como um filme de terror psicológico. As piadas até que são divertidas, mas fora do tempo, quem gostou de Thor: Ragnarok não pode reclamar desse filme. 

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As atuações tanto de Tom Hardy como de Riz Ahmed, atores com grande potenciais, que durante o filme tem atuações bem medianas. Na parte técnicas, os efeitos são bons e uma trilha sonora que se encaixa bem com o filme. 

Infelizmente, como foi dito na introdução, o filme não foi sucesso de critica, mas o público está indo aos cinemas em sua primeira semana de estreia e gostando, o que lhe pode garantir uma sequência.

Voltando ao assunto Homem-Aranha, a Sony está desenvolvendo filmes de personagens do universo do Cabeça de Teia sem o principal personagem, na minha opinião Venom até agora deu certo, mas personagens como Kraven e Gata Negra, podem ser complicados de funcionar. O próximo longa que entra em desenvolvimento é o do vampiro Morbius, que será estrelado por Jared Leto. Torço para esse “universo” dar certo e ir longe, explorando vários outros personagens ligados ao Homen-Aranha.

Não deixem de acompanhar as duas cenas pós-créditos do filme, uma que é para uma possível continuação e a outra que é uma cena de Spider-Man: Into the Spiderverse, animação que estreia em janeiro de 2019 no Brasil. 

Por: Pedro Furtado