Falando sobre Castlevania – 2ª Temporada

A animação Castlevania, baseada na franquia de jogos com o mesmo nome, teve a tão aguardada estreia de sua segunda temporada no mês de outubro, próxima ao Halloween, na Netflix. E essa temporada não deixou nada a desejar em comparação com a primeira, trazendo novos personagens, tramas e batalhas para mostrar que até mesmo criaturas da noite e monstros podem ter um lado mais sentimental e lutar por aquilo que amam ou por seus ideais.

A grande aposta da temporada foi não somente ter o dobro de episódios de sua antecessora (oito em vez de quatro), mas também o desenvolvimento dos personagens já conhecidos e a introdução de novos. A maioria deles já fazia parte da franquia de jogos da Konami, como Hector (Theo James) e Isaac (Adetokumboh M’Cormack), que tiveram papéis essenciais ao longo da animação.

Nessa temporada, o trio Alucard (James Callis), Trevor Belmont (Richard Armitage) e Sypha (Alejandra Reynoso) continua sua jornada contra Drácula (Graham McTavish), em busca de um combate direto para detê-lo de uma vez por todas e evitar sua vingança contra a humanidade através do genocídio. O vilão agora conta com apoio estratégico de seus generais (vampiros e outras criaturas poderosas) e tropas de demônios, embora a lealdade de alguns seja explorada ao longo dos oito episódios e sem muitas surpresas – talvez um dos poucos pontos fracos da temporada. No entanto, a abordagem do vampiro continua sendo um dos pontos altos da série, explorando um lado dele não visto até então e que pode até surpreender ao criar um senso de empatia no espectador, de forma quase melancólica.

A arte dos estúdios Powerhouse Animation continua impressionando com traços praticamente impecáveis e até mesmo mais elaborados do que os da temporada anterior. Algumas cenas de batalha contaram com mais de 600 sketchs para que a animação fosse feita com alto nível de detalhes e boas transições. Ainda assim, a segunda temporada deixa a desejar um pouco em termos de manter o mesmo nível de ação que a primeira, contando com maiores intervalos entre uma batalha ou outra e menos gore – que foi um ponto alto da primeira temporada.

Um dos maiores destaques é definitivamente o sétimo e penúltimo episódio que concentra a maior parte das cenas de ação, com menções memoráveis aos jogos, e que faz tanto os fãs da animação quanto aqueles que conhecem os jogos vibrarem com as surpresas, armas e artimanhas de cada personagem reveladas nas lutas. O final não é difícil de se antecipar, mas ainda sim é digno e surpreende pelo teor melancólico dos personagens envolvidos.

O último episódio tem um tom de encerramento para a trama da primeira e da segunda temporada, porém cria espaço para o desenvolvimento de novos personagens como Carmilla, Hector e Isaac, enquanto o trio que lutou contra Drácula parece ter seu tão merecido descanso… por enquanto! Afinal, uma terceira temporada já foi confirmada pelos produtores, mas ainda não tem previsão de estreia na Netflix. Mesmo assim vale a pena maratonar os oito episódios da nova temporada e se surpreender com vampiros, monstros e heróis!

Por: Giselia Brito